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04.02.2026 09:08 PM
GBP/USD. Smart Money. Um momento decisivo para a libra esterlina

O par GBP/USD também reverteu a favor do dólar americano e retornou ao desequilíbrio altista 14. Como mencionado anteriormente, as razões fundamentais por trás da queda do par levantam alguns questionamentos. Ainda assim, vale lembrar que o euro passou por um desequilíbrio semanal de baixa e respondeu de forma bastante lógica a esse movimento. Como o euro e a libra tendem a se mover na mesma direção na maior parte do tempo, a libra também vem registrando quedas nos últimos dias.

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As cotações da libra alcançaram agora o desequilíbrio altista 14. A partir desse ponto, há dois cenários possíveis: ou o preço reage a esse padrão e os traders recebem um novo sinal de compra, ou o desequilíbrio é invalidado — caso em que o dólar poderá dar continuidade à sua controversa valorização. Considerando o pano de fundo fundamental de 2026, é difícil imaginar uma ofensiva baixista prolongada. Ainda assim, não se pode afirmar com absoluta certeza que isso seja impossível. Na minha avaliação, a estratégia mais prática para esta semana é aguardar a reação do euro e da libra aos desequilíbrios altistas.

Acredito que a tendência de alta da libra permanece intacta, o que é corroborado pelo quadro técnico. O desequilíbrio 14 atua não apenas como área de interesse para os traders compradores, mas também como uma importante zona de suporte. Sua eventual invalidação sinalizaria enfraquecimento das intenções de compra e poderia abrir espaço para a atuação dos ursos. As razões fundamentais para uma queda do par são discutíveis, mas os movimentos de mercado nem sempre caminham em linha com os dados econômicos ou com eventos relevantes.

O pano de fundo fundamental da quarta-feira foi bastante fraco. No momento em que esta análise foi elaborada, apenas um indicador havia sido divulgado: a variação do emprego ADP nos Estados Unidos. O relatório apontou a criação de apenas 22 mil novas vagas, bem abaixo das expectativas do mercado, que giravam em torno de 50 mil para janeiro. Mais uma vez, o mercado de trabalho americano decepcionou. Vale lembrar que mesmo 50 mil novas vagas representam um número modesto para uma economia com dezenas de milhões de trabalhadores. Ainda assim, o relatório ADP reforçou a percepção de que a suposta recuperação do mercado de trabalho existe mais no discurso dos dirigentes do Fed do que nos dados. O relatório das folhas de pagamento não-agrícolas (NFP) poderia ter trazido maior clareza, mas uma nova paralisação nos EUA começou em momento inoportuno, levantando a possibilidade de que tanto o NFP quanto a taxa de desemprego não sejam divulgados.

Nos Estados Unidos, o pano de fundo fundamental geral continua apontando para um cenário em que pouco além de um declínio de longo prazo do dólar pode ser esperado. A situação interna permanece delicada. Os dados do mercado de trabalho seguem frustrando ou sendo ignorados pelo mercado. As três últimas reuniões do FOMC resultaram em decisões de viés dovish, e indicadores recentes sugerem que a pausa no afrouxamento monetário tende a ser breve. A postura agressiva de Donald Trump no campo geopolítico, as ameaças dirigidas à Dinamarca, México, Cuba, Colômbia, Irã, países da UE, Canadá e Coreia do Sul, o processo criminal envolvendo Jerome Powell e a nova paralisação do governo completam um quadro de crise política nos EUA. Na minha visão, os altistas dispõem de todos os elementos necessários para manter sua ofensiva ao longo de 2026, ainda que com pausas pontuais.

Uma tendência de baixa exigiria um pano de fundo fundamental sólido e consistente em favor do dólar — algo difícil de conceber sob a atual administração. Além disso, o próprio presidente dos EUA não se beneficia de um dólar forte, já que isso tenderia a perpetuar déficits na balança comercial. Por isso, continuo cética quanto à formação de uma tendência baixista para a libra. Há muitos fatores de risco que ainda pesam sobre o dólar como um fardo estrutural. O que, afinal, os ursos pretendem usar para empurrar a libra para baixo? Caso surjam novos padrões baixistas, um cenário de queda poderá ser reavaliado. No momento, porém, eles simplesmente não existem.

Calendário de notícias para os Estados Unidos e o Reino Unido

  • Reino Unido – Decisão do Banco da Inglaterra sobre a taxa de juros (estimativa: 09h00 Brasil / Portugal)
  • Reino Unido – Resultados da votação do MPC sobre a taxa de juros (estimativa: 09h00 Brasil / Portugal)
  • Reino Unido – Declaração do Banco da Inglaterra (estimativa: 09h30 Brasil / Portugal)
  • EUA – Média de Pedidos de Seguro-Desemprego (estimativa: 10h30 Brasil / Portugal)

Em 4 de fevereiro, o calendário econômico contém quatro eventos. O impacto do contexto fundamental sobre o sentimento do mercado pode estar presente nesta quinta-feira.

Previsão para o GBP/USD e conselhos para traders

Para a libra, o quadro segue claro; faltam apenas novos sinais de compra. Os altistas iniciaram uma nova ofensiva, que pode se mostrar bastante prolongada e consistente.

Como a tendência de alta é inequívoca, os traders podem operar prioritariamente na direção altista, utilizando padrões e sinais bem definidos. No curto prazo, é possível esperar a formação de um novo sinal de compra dentro do desequilíbrio 14. Como alvo potencial de alta, considerei o nível de 1,3725 — patamar que já foi alcançado, mas a libra pode avançar muito mais ao longo de 2026. Não há limites claros, especialmente à luz dos eventos ocorridos no primeiro mês do ano.

Caso surjam padrões de baixa, operações de venda também poderão ser avaliadas. Ainda assim, dentro de uma tendência de alta, considero que buscar oportunidades de compra é significativamente mais adequado do que vender.

Samir Klishi,
Analytical expert of InstaTrade
© 2007-2026

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