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09.02.2026 09:26 PM
EUR/USD. Smart Money. Surge o sinal há muito aguardado pelos touros

O par EUR/USD reagiu ao desequilíbrio altista 12 e reverteu em favor da moeda europeia, exatamente conforme indicado pela estrutura técnica. Com isso, os traders receberam mais um sinal de compra, permitindo a abertura de posições longas no mercado.

Vale destacar que a análise gráfica vem antecipando com elevada precisão os movimentos de preço nas últimas semanas. Inicialmente, formou-se um sinal no desequilíbrio 11, seguido pelo alcance do alvo representado por um desequilíbrio semanal. A partir desse ponto, o preço reagiu, passou por uma correção até o desequilíbrio altista mais próximo e, em seguida, gerou um novo sinal comprador.

Diante dessa sequência técnica consistente, a expectativa é de que o euro supere a máxima registrada na semana retrasada, confirmando a continuidade do movimento de alta.

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De modo geral, há pouco a acrescentar à leitura do gráfico além dos pontos-chave já destacados. Sinais de compra continuam a se formar com regularidade, oferecendo aos traders oportunidades claras de atuação, em vez de permanência à margem. O pano de fundo fundamental segue pressionando o dólar americano e enfraquecendo os ursos, razão pela qual qualquer sinal comprador apresenta probabilidade de execução de 80% ou mais. Na semana passada, o dólar mostrou aparente estabilidade por um motivo simples: os relatórios de Nonfarm Payrolls (NFP) e desemprego foram adiados para a semana seguinte. Assim que essa "semana seguinte" começou, a venda do dólar foi imediatamente retomada.

A estrutura técnica continua a sinalizar domínio altista, com a tendência de alta permanecendo intacta. Um sinal altista foi formado no desequilíbrio 11 e, pouco depois, surgiu outro no desequilíbrio 12. Dessa forma, os traders podem manter posições longas abertas, desta vez sem alvos específicos baseados em padrões, já que não faz sentido projetar metas que remontam a cinco anos atrás.

O pano de fundo fundamental da segunda-feira foi praticamente inexistente. Portanto, não há como atribuir o movimento a qualquer relatório econômico ou a discursos de Trump (ou Lagarde, Bailey, Powell — escolha quem quiser). A explicação é bem mais simples: a zona de desequilíbrio 12 impediu que os ursos empurrassem o preço para baixo, abrindo espaço para que os touros retomassem a ofensiva. Nesta semana, esse movimento pode ganhar ainda mais tração, já que os relatórios de emprego e desemprego continuam a pesar negativamente sobre o dólar americano.

Os touros vêm acumulando razões para novas ofensivas ao longo dos últimos seis a sete meses, e esse conjunto de fatores só cresce. Entre eles estão a perspectiva — ao menos no momento — dovish da política monetária do FOMC, as políticas gerais de Donald Trump (inalteradas recentemente), o confronto EUA–China (limitado a uma trégua temporária), os protestos públicos sob o lema "No kings", a fragilidade persistente do mercado de trabalho, o shutdown do outono (que durou cerca de um mês e meio) e o novo shutdown no início de fevereiro. Somam-se a isso ações militares dos EUA, o processo criminal envolvendo Powell, a chamada "confusão da Groenlândia" e a deterioração das relações com Canadá e Coreia do Sul. Diante desse quadro, novos avanços do par parecem plenamente lógicos.

Continuo sem enxergar sinais de uma tendência baixista. O pano de fundo fundamental permanece extremamente difícil de interpretar a favor do dólar, motivo pelo qual sequer tento fazê-lo. A linha azul no gráfico indica o nível de preço abaixo do qual a tendência de alta poderia ser considerada encerrada. Para isso, os ursos precisariam empurrar o preço cerca de 500 pontos para baixo — algo que considero improvável diante do contexto fundamental atual e da configuração técnica, que não apresenta padrões baixistas relevantes.

O alvo de alta mais próximo para o euro era o desequilíbrio baixista entre 1,1976 e 1,2092 no gráfico semanal, formado em junho de 2021 — padrão que já foi totalmente preenchido. Acima dele, apenas dois níveis merecem destaque: 1,2348 e 1,2564, correspondentes a dois picos no gráfico mensal.

Calendário de notícias para os EUA e a zona do euro:

  • EUA – Variação semanal de empregos da ADP) (10h15 Brasil / 13h15 Portugal)
  • EUA – Variação das vendas no varejo (10h30 Brasil / 13h30 Portugal)

Em 10 de fevereiro, o calendário econômico contém dois eventos que provavelmente não salvarão o dólar. Espera-se que o impacto do cenário fundamental sobre o sentimento do mercado na terça-feira seja fraco.

Previsões e dicas para negociar o EUR/USD:

Na minha avaliação, o par permanece em fase de construção de uma tendência de alta. Embora o pano de fundo fundamental continue a favorecer os touros, os ursos têm promovido ataques pontuais ao longo dos últimos meses. Ainda assim, não vejo motivos concretos ou tecnicamente sustentáveis para o início de uma tendência baixista.

A partir dos desequilíbrios 1, 2, 3, 4, 5, 8 e 9, os traders tiveram diversas oportunidades de compra do euro. Em todos os casos, houve algum grau de valorização, e a estrutura altista foi preservada. Na semana passada, formou-se um novo sinal altista no desequilíbrio 11, o que permitiu novamente a abertura de posições de compras, com alvo em 1,1976, nível que já foi alcançado.

Hoje, um novo sinal de alta surgiu no desequilíbrio 12, oferecendo aos traders mais uma oportunidade de compra do par. Os alvos técnicos formais permanecem em 1,2348 e 1,2564, níveis que correspondem a resistências relevantes em horizontes de prazo mais amplos.

Samir Klishi,
Analytical expert of InstaTrade
© 2007-2026

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