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10.02.2026 04:18 PMOs mercados oscilam entre períodos de calmaria e tempestade. A suposta proibição de Pequim para que bancos chineses comprem Treasuries dos EUA provocou ondas de choque nos mercados globais. Em seguida, o mercado cambial passou por uma breve fase de tranquilidade. No entanto, novos choques podem surgir com a divulgação dos relatórios de emprego, inflação e vendas no varejo dos Estados Unidos — dados-chave que devem esclarecer a postura do Federal Reserve e influenciar as perspectivas do EUR/USD.
O banco central norte-americano continua a ditar o sentimento do mercado. Já o Banco Central Europeu definiu sua trajetória monetária de curto prazo. Segundo o presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, é improvável que o BCE afrouxe sua política monetária em resposta à desaceleração da inflação. Esse cenário já está incorporado às projeções da instituição, que espera que os preços ao consumidor retornem à meta em um horizonte mais adiante.
Dinâmica da Inflação dos EUA
O mercado de futuros precifica uma probabilidade de 75% de um corte de juros pelo Federal Reserve em junho e de 37% de que isso ocorra já em abril. A Casa Branca prefere cortes de juros mais cedo, e não mais tarde. Afinal, os custos com serviço da dívida, pagamentos da seguridade social e gastos com saúde federal — incluindo o Medicare (voltado a pessoas com mais de 65 anos) e o Medicaid (programa de assistência federal e estadual) — cresceram entre 8% e 9% nos primeiros quatro meses do exercício fiscal 2025–2026. A participação desses dispêndios no orçamento saltou de 57,6% para 61,2%.
Não é surpresa, portanto, que Donald Trump esteja insatisfeito com os níveis elevados das taxas de juros. O presidente afirma que a confirmação de Kevin Warsh como presidente do Fed impulsionaria a economia dos EUA em 15% — um patamar raramente observado nos últimos 70 a 80 anos. Na última década, o PIB dos EUA cresceu, em média, cerca de 2,8% ao ano.
A Casa Branca parece confundir "pensamento ilusório" com a realidade, e seus aliados seguem essa mesma linha. O membro do FOMC, Stephen Miran, afirmou que muitos problemas poderiam ser resolvidos por meio da redução do balanço do Fed. Já Kevin Warsh responsabilizou anteriormente um balanço excessivamente inflado pela elevação da inflação nos Estados Unidos.
Quadro técnico
No gráfico diário, o EUR/USD está em fase de consolidação de curto prazo após uma forte alta. Uma nova máxima local em 1,193 permitiria aumentar as posições de compra abertas a partir de 1,1835. Ao mesmo tempo, devemos estar atentos ao risco de formação de um padrão de reversão 1-2-3. Uma condição necessária para isso seria uma queda do euro abaixo do nível pivô em US$ 1,1835, a área de suporte chave.
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*A análise de mercado aqui postada destina-se a aumentar o seu conhecimento, mas não dar instruções para fazer uma negociação.


