Veja também
Hoje, quinta-feira, o euro é negociado ligeiramente acima do nível psicológico de 1,1700 em relação ao dólar americano. Desde o início da semana, a moeda única europeia perdeu cerca de 0,65% de seu valor. Os investidores aguardam o resultado da cúpula de dois dias envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping. Os participantes do mercado também estão atentos ao discurso de hoje da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde.
Esta semana, a atividade do mercado tem favorecido amplamente o dólar americano, que continua recebendo suporte de fluxos de capital para ativos de refúgio diante do impasse no conflito com o Irã, além do aumento das expectativas de que o Federal Reserve possa elevar as taxas de juros no final de 2026 ou no início de 2027. A alta dos preços da energia está intensificando as pressões inflacionárias, o que reforça ainda mais essas expectativas.
Os dados do Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos EUA divulgados na quarta-feira confirmaram essa tendência: em abril, o indicador subiu 1,4%, o dobro da alta registrada em março, de 0,7%. Em termos anuais, o crescimento acelerou para 6,0%, atingindo o nível mais alto desde dezembro de 2023. Esses números vieram na sequência de dados fortes do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) e aumentaram a pressão sobre o Federal Reserve para reconsiderar a possibilidade de voltar a elevar a taxa básica de juros.
De acordo com o CME FedWatch Tool, os mercados futuros agora precificam uma probabilidade de 31% de aumento dos juros em dezembro, contra 22% apenas uma semana antes. Essas expectativas impulsionaram os rendimentos dos Treasuries dos EUA e contribuíram para a valorização do dólar nesta semana.
Na Zona do Euro, o Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (HICP) da Spain também confirma pressões inflacionárias relacionadas ao conflito no Oriente Médio: em abril, o índice subiu 3,5% na comparação anual, acima da leitura de 3,4% registrada em março. A atenção do mercado agora se volta para o discurso da presidente do European Central Bank, Christine Lagarde, em Aachen, na Germany, onde os participantes esperam possíveis sinais sobre o momento do próximo aumento de juros do BCE. Os mercados já precificam uma política monetária mais restritiva, com expectativas de que isso ocorra até junho ou julho.
Do ponto de vista técnico, os osciladores apresentam sinais mistos, enquanto o Índice de Força Relativa (RSI) permanece próximo da neutralidade. Se os preços se mantiverem acima do nível psicológico de 1,1700, a resistência mais próxima será a média móvel simples de 20 dias, seguida pela resistência na região de 1,1790–1,1800. Caso o par não consiga sustentar-se acima de 1,1700, o suporte provavelmente surgirá na média móvel simples de 200 dias, seguida pela média de 50 dias — uma zona que evitou uma queda mais profunda em abril. No momento, o par EUR/USD permanece em uma faixa de negociação lateral.