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Acredito que poucas pessoas esperavam que, após a forte correção registrada na última sexta-feira, o dólar perdesse até mesmo a pequena vantagem conquistada no encerramento do mês.
Os fracos dados do mercado de trabalho da Alemanha e os números da inflação da zona do euro impulsionaram a alta do dólar e a queda do euro durante a manhã. Os dados de emprego refletem a situação da maior economia do bloco, enquanto os indicadores de inflação influenciam as expectativas em relação à política monetária do Banco Central Europeu (BCE). Por isso, a fraqueza desses indicadores naturalmente pressionou o euro naquele momento. No entanto, o dólar não conseguiu sustentar seus ganhos. À medida que a reação inicial perdeu força, o apetite por risco voltou ao mercado, e a moeda norte-americana perdeu a vantagem conquistada pela manhã. Isso permitiu a recuperação do euro e da libra esterlina, já que, no fim do dia, a pressão sobre os ativos de risco diminuiu, favorecendo a recuperação das perdas anteriormente registradas pelas duas moedas europeias frente ao dólar.
Na primeira metade do dia de hoje, as atenções em relação ao euro estarão voltadas para o Índice de Gerentes de Compras (PMI) do setor industrial de julho da Alemanha e da zona do euro. Esse indicador é baseado em pesquisas com gerentes de compras e reflete o nível de atividade da indústria. Leituras acima de 50 pontos indicam expansão do setor, enquanto valores abaixo desse patamar sinalizam contração. Como se trata de estimativas revisadas, o mercado acompanhará principalmente eventuais ajustes em relação aos dados preliminares, pois qualquer divergência em relação às primeiras leituras poderá provocar uma reação. Caso os números sejam revisados para cima, o euro terá fundamentos para continuar sua valorização frente ao dólar. Uma atividade industrial mais forte reforçará a confiança na resiliência da economia do bloco e sustentará as expectativas de uma política monetária mais restritiva por parte do BCE, favorecendo a moeda única. Por outro lado, uma revisão para baixo reduzirá o otimismo dos compradores, e o par EUR/USD poderá entrar em correção até o fim da sessão europeia.
Quanto à libra esterlina, os traders também acompanharão os dados do PMI industrial do Reino Unido referentes a julho. Como mencionado, esse indicador também é baseado em pesquisas com gerentes de compras. Ele reflete o nível de atividade da indústria, sendo que a marca de 50 pontos separa expansão de contração, e sua evolução influencia diretamente as expectativas em relação à taxa de juros do Banco da Inglaterra. A expectativa é de uma revisão para cima dos dados, o que poderá estimular novas compras no GBP/USD. Uma atividade industrial mais forte reforçará a confiança na resiliência da economia britânica e dará suporte à libra esterlina frente ao dólar.
Se os dados vierem em linha com as expectativas dos economistas, o mais indicado será operar com base na estratégia de Reversão à Média. Caso os números fiquem significativamente acima ou abaixo das projeções do mercado, a melhor abordagem será utilizar a estratégia de Momentum.