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Ouro ultrapassa US$ 5.000 com o aumento das tensões globais

Ouro ultrapassa US$ 5.000 com o aumento das tensões globais

Na segunda-feira, os preços do ouro ultrapassaram, pela primeira vez, a barreira psicológica de US$ 5.000 por onça, dando continuidade à sua rápida alta em meio ao aumento da demanda por ativos de refúgio, impulsionada pela intensificação das tensões geopolíticas.

O ouro à vista avançou 1,1%, alcançando um novo máximo recorde de US$ 5.035,83 por onça. Os contratos futuros de ouro nos Estados Unidos também subiram 1,1%, atingindo um recorde de US$ 5.074,71 por onça.

O rali ganhou força na semana passada, quando os preços do ouro saltaram mais de 8%, estabelecendo repetidamente novos máximos históricos. Desde o início do ano, o metal já acumula uma valorização de quase 17%, consolidando firmemente seu status como o principal beneficiário da incerteza global.

Outros metais preciosos também foram negociados em alta. A prata avançou mais de 2%, atingindo um recorde histórico de US$ 106,56 por onça, enquanto a platina alcançou um novo máximo de US$ 2.798,46 por onça. A disparada dos preços é sustentada por uma combinação de riscos geopolíticos, expectativas de afrouxamento da política monetária dos EUA mais tarde em 2026 e uma demanda contínua de bancos centrais e investidores em busca de proteção contra a volatilidade dos mercados.

Um dos principais motores da alta neste mês foi a escalada das tensões entre os Estados Unidos e seus aliados da OTAN em torno da Groenlândia, o que aumentou a ansiedade nos mercados globais.

A retórica do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre os interesses estratégicos de Washington no Ártico intensificou as fricções transatlânticas, elevando as preocupações com repercussões diplomáticas e econômicas mais amplas.

Os comentários comerciais de Trump direcionados ao Canadá também são uma fonte adicional de preocupação. No fim de semana, ele ameaçou impor tarifas de 100% sobre produtos canadenses caso Ottawa mantenha seu acordo comercial com a China. Segundo o presidente norte-americano, o Canadá poderia ser usado como um “porto de embarque” para produtos chineses, e a China, em suas palavras, “devoraria o Canadá”.

A demanda por ouro também é impulsionada pelas expectativas em relação à política monetária dos EUA. O Federal Reserve deve encerrar sua reunião na quarta-feira, e os mercados quase unanimemente esperam que as taxas de juros permaneçam inalteradas.

Embora uma pausa nos ajustes de juros já esteja amplamente precificada, os investidores examinarão atentamente o comunicado do Fed e os comentários do presidente Jerome Powell em busca de sinais sobre o momento e o ritmo de eventuais cortes de juros ainda este ano. Taxas mais baixas tradicionalmente favorecem o ouro, ao reduzir o custo de oportunidade de manter ativos que não rendem juros.

Os analistas do ING observaram que tanto os dados quanto a firme defesa da independência do banco central por parte do presidente Powell indicavam pouca probabilidade de um corte de juros pelo Fed em 28 de janeiro.

Segundo o instituto, o mercado se concentrará principalmente na próxima nomeação de Trump para a presidência do Fed, em novos dados macroeconômicos e em saber se o futuro indicado conseguirá convencer o comitê a adotar uma política de afrouxamento mais agressiva.

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