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Pressionada por inflação e importações, Turquia recorre ao ouro

Pressionada por inflação e importações, Turquia recorre ao ouro

O Banco Central da Turquia iniciou, em 24 de março de 2026, preparativos para utilizar suas reservas de ouro como instrumento de estabilização da moeda local, segundo a Bloomberg. A escalada do conflito no Irã aumentou a volatilidade global e intensificou a pressão sobre ativos de mercados emergentes, incluindo a lira turca.

A estratégia em análise envolve a conversão de ouro em moeda estrangeira no mercado de Londres, uma forma rápida de injetar liquidez em momentos de estresse. Estimativas do JPMorgan indicam que cerca de US$ 30 bilhões mantidos no Banco da Inglaterra poderiam ser mobilizados quase imediatamente. Para analistas, isso oferece ao governo turco uma margem de manobra relevante para intervenções cambiais, sem grandes restrições operacionais.

No total, as reservas de ouro da Turquia somavam aproximadamente US$ 135 bilhões no início de março. No entanto, o aumento dos custos de importação, especialmente de energia, elevou significativamente o custo de defesa da moeda, levando as autoridades a reavaliar sua estrutura de liquidez diante de possíveis interrupções nas cadeias de abastecimento.

A pressão inflacionária segue como um dos principais desafios: a inflação anual atingiu 31,53% em fevereiro. Nesse contexto, o banco central optou por manter a taxa de juros inalterada em março, interrompendo temporariamente o ciclo de cortes, com o objetivo de conter a desvalorização da moeda e estabilizar os preços internos.

Enquanto isso, o dólar era negociado próximo de 44,35 liras, acima da mínima histórica registrada cinco meses antes. A autoridade monetária já vendeu cerca de US$ 16 bilhões em ativos externos para sustentar a estabilidade financeira. Ainda assim, autoridades alertam que uma redução adicional das reservas pode exigir medidas mais drásticas na gestão das finanças públicas.

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