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Inflação na China desacelera pela primeira vez desde o conflito militar no Oriente Médio

Inflação na China desacelera pela primeira vez desde o conflito militar no Oriente Médio

Em julho de 2026, a China registrou a primeira desaceleração tanto da inflação dos preços ao produtor quanto da inflação ao consumidor desde o início da guerra entre os EUA e o Irã e o consequente choque nos preços do petróleo. De acordo com dados do Departamento Nacional de Estatísticas da China, o índice de preços ao produtor (PPI) subiu 3,5% em julho, na comparação anual, abaixo dos 4,1% registrados um mês antes. A inflação ao consumidor (CPI) também caiu para 0,5%, ante 1,0% em junho, enquanto o CPI subjacente, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, recuou de 1,0% para 0,9%.

O principal fator que reduz a pressão inflacionária continua sendo a fraca demanda doméstica, que impede as empresas de repassar aos consumidores finais os custos mais elevados de commodities, metais e semicondutores. Isso distorceu a rentabilidade entre os setores: os fabricantes de bens de consumo, incluindo o setor de vestuário, estão registrando queda nas receitas, enquanto as empresas de energia estão registrando ganhos. O turismo doméstico durante as férias de verão ficou abaixo das expectativas, levando a uma redução nas tarifas aéreas e nos preços dos hotéis, enquanto a sobreoferta no setor de criação de suínos apresenta sinais de redução.

A desaceleração da inflação coincidiu com uma queda nos custos médios das commodities em relação aos picos registrados no início do ano e com os primeiros sinais de uma possível reabertura das rotas marítimas. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que houve avanços nas negociações entre Teerã e Omã sobre o Estreito de Ormuz, embora o Irã mantenha suas condições. Ao mesmo tempo, a volta de um cenário de baixa inflação volta a levantar preocupações entre os analistas sobre riscos deflacionários de longo prazo, que poderiam limitar os investimentos, as contratações e os gastos dos consumidores na China.

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